Edward Bach, esteve em contacto com círculos iniciáticos maçónicos da sua época, onde um conhecimento simbólico e filosófico influenciou a sua visão da natureza e do homem.
Observa-se, na sua obra, que os três primeiros florais, Clematis, Impatiens e Mimulus, podem ser associados, de modo simbólico, aos princípios alquímicos clássicos: Sal, Enxofre e Mercúrio, representando a matéria, as emoções e o pensamento.
Posteriormente, Edward Bach parece estruturar os 12 florais principais em conformidade com as 12 naturezas equatoriais e introduziu os 7 florais auxiliares, relacionando com os 7 siderais tradicionais, correspondendo assim também aos 7 grupos emocionais, evocam a música celeste que governa a psique arquétipa humana.
A fase final do seu sistema, contemplou os restantes 19 florais, incorporando a polaridade universal, o positivo e negativo de cada natureza equatorial, sob a regência sideral, manifestando o lado solar, masculino e outro lado lunar, o feminino. Revelando assim o equilíbrio entre a luz e a sombra.
Verificando também, as flores que compõem a sua fórmula floral de “emergência”, Rescue Remedy, parece refletir uma quinta-essência…
Os florais tornam-se, assim, instrumentos de transmutação interior, harmonizando não apenas os estados emocionais mas a própria essência da personalidade humana, como se cada ser fosse um microcosmo refletindo o macrocosmo.
As dúvidas transmutam-se em cinzas, quando a sua Obra alcança a purificação pelo fogo dos seus escritos, encerrando assim o processo criativo, num gesto simbólico de um Grande Iniciado.
Miguel Martins (BFRP/practitioner)